Em Aracati, negação de atendimento judiciário é a principal queixa da advocacia local discutida na OAB Itinerante

Na manhã desta quarta-feira (07/03), na sede da subsecção de Aracati, a comitiva da Ordem realizou mais um encontro fruto do projeto pioneiro de interiorização da Ordem. A OAB Itinerante no litoral leste do Estado contou com a participação massiva dos advogados e advogadas da região. A negação de atendimento judiciário norteou as discussões e as queixas dos operadores do direito. À frente dos trabalhos, conduzidos pelo presidente da OAB-CE, Marcelo Mota, estiveram, o secretário-geral adjunto e corregedor Fábio Timbó, Egídio Barreto, presidente da subsecção, Espedito Luciano, vice-presidente e João Teobaldo, conselheiro estadual.

Marcelo Mota ficou honrado com as participações e comentou as situações apresentadas de negação do atendimento judiciário, o que para ele configura um desrespeito à classe. “Visitamos nessa primeira semana cinco cidades, e notamos que a adesão da advocacia foi massiva. Identificamos que muitos de nossos direitos e garantias têm sido desrespeitados. Não podemos aceitar fatos como os denunciados aqui em Aracati, onde uma magistrada simplesmente se nega a atender à advocacia. Vamos levar tudo isso ao conhecimento do corregedor de Justiça, e do CNJ”, disse.

Para o secretário-geral adjunto e corregedor, Fábio Timbó, lamentavelmente as situações de desmoralização da classe e morosidade da Justiça se repetem em cidades do interior. “Ouvimos relatos de ausência do magistrado e um tempo consideravelmente lento para marcação de audiências. A advocacia da região já não aguenta mais, está preocupada com o que vem acontecendo”, disse. “O que a sociedade quer é efetividade, e a tão sonhada prestação jurisdicional”, completou.

O presidente da subseccção de Aracati, Egidio Barreto, destaca que o projeto da Ordem representa um fortalecimento da classe. “A vocação da advocacia se manifesta nesse momento. Estamos nos fortalecendo, corrigindo nossos erros e fazendo metas para cumprir. A OAB Itinerante é um momento importante. Sabemos que logo após será feito um relatório com encaminhamentos. Há muitas queixas dos advogados. O Brasil precisa, mais do que nunca, do empenho da Ordem dos Advogados do Brasil”, disse.

Julianne Amaral, uma das advogadas presentes, ressaltou a importância do momento, que para ela representa um avanço para a advocacia do interior. “Muitas vezes é difícil um advogado ou advogada se deslocar até a capital para fazer as suas reclamações e reivindicações junto à OAB. Aqui, hoje, junto à Diretoria da Ordem, fizemos nossas reivindicações, no que tangem as nossas prerrogativas que são barradas, seja pelo Judiciário, ou por outras esferas”, disse.

Marcelo Mota finalizou os trabalhos com uma mensagem de motivação, na busca pelo fortalecimento da classe, para todos os presentes. “Tenho disseminado onde ando: advogados e advogadas do Ceará, falem para a gente o que está acontecendo, pois, a partir dessas informações, podemos nos municiar e ir ao CNJ e à Corregedoria, para que definitivamente acabe os desrespeitos a nossa profissão”, concluiu.