OAB Itinerante conclui semana de atividades em Juazeiro do Norte

Nesta sexta-feira (16/03), a OAB-CE finalizou mais uma semana do projeto OAB Itinerante, desta vez na cidade de Juazeiro do Norte. O encontro aconteceu no Auditório Antônio Hoffmann Correia, na sede da subsecção. Entre as discussões que envolveram os advogados e advogadas presentes, destaque para a estrutura do judiciário, considerada precária, falta de Juízes nas comarcas que abrangem a região e aviltamento dos honorários. Estiveram presentes, Marcelo Mota, presidente da OAB-CE; Fábio Timbó, secretário adjunto e corregedor; Erinaldo Dantas, presidente da CAACE e o presidente e vice da subsecção, Tarso Magno e Vladimir Macedo, respectivamente.

O presidente Marcelo Mota destacou os objetivos da OAB Itinerante, e a necessidade de uma união da classe. “Os depoimentos foram contundentes e acho que chegou a hora de nós, advogados e advogadas, estarmos verdadeiramente irmanados. Esse projeto representa uma luta que é de toda a classe”, disse.

Fábio Timbó, secretário-geral adjunto e corregedor da Ordem, demonstrou insatisfação com a situação encontrada nas subsecções, realizando um balanço após essa primeira etapa do projeto. “É preciso que o TJCE acorde e entenda que a sociedade não vai mais permitir esta letargia. Aqui na subsecção, o que a sociedade quer é a prestação jurisdicional”, considerou.

O presidente da subsecção de Juazeiro do Norte, Tarso Magno, classificou o projeto como uma oportunidade de aproximação da advocacia do interior com a capital, por meio da diretoria da Ordem. “É um evento democrático, aberto e de suma importância, onde a diretoria está aberta para entender e solucionar as dificuldades que os advogados do interior estão passando”, disse.

“A luta que a OAB-CE desempenha diariamente é de extrema importância na busca de diminuir esse abismo que existe entre o Tribunal de Justiça e o interior do Ceará. A diretoria prontamente deve ir em busca de formas precisas, seja conversando com o Tribunal ou demais medidas, a fim de resolver o problema”, frisou o vice-presidente da subsecção de Juazeiro, Vladimir Macedo.

A advogada Gilvana Sousa, relatou a morosidade da justiça e a deficiência da estrutura para a demanda de processos nas comarcas da região. “São varias as dificuldades que enfrentamos aqui, como a quantidade dos processos onde os servidores que trabalham é mínima e muitas vezes não dão conta. Esperamos que as informações que trouxemos sobre vários pontos sejam melhoradas”, concluiu.