Sob o comando dele, o Superior Tribunal de Justiça entrou definitivamente na era digital

Brasília (sucursal). O ministro cearense Cesar Asfor Rocha comemorou ontem, em Brasília, 20 anos como integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ) tendo se tornado o ministro mais antigo da Casa, único a alcançar esta marca e também o único a já ter ocupado todos os cargos dentro do Tribunal, dentre eles o de presidente do STJ.

Para comemorar a data, foi afixada a foto de Cesar Asfor na galeria dos ex-presidentes do Tribunal e lançados seis livros, três de sua autoria e três volumes compilados por renomados juristas de todo o País sobre a sua obra. O presidente do Superior Tribunal de Justiça, Ari Pargendler destacou a trajetória de Cesar Asfor dentro do Tribunal tendo como o seu ápice os anos de 2008 a 2010, quando o cearense presidiu o Tribunal da Cidadania e promoveu um “choque de gestão”, ao definir como prioridades a modernização da estrutura, a racionalização das condutas e agilização dos julgamentos.

Sob o seu comando, o STJ entrou definitivamente na era digital, consolidou os recursos repetitivos, disponibilizou novos serviços e incrementou a integração com organismos internacionais. Participaram da cerimônia, o presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), o governador do Ceará, Cid Gomes, o procurador geral da República, Roberto Gurgel, os ministros do Tribunal de Contas da União, Walmir Campelo e Ubiratan Aguiar, os senadores cearenses Inácio Arruda (PCdoB) e Eunício Oliveira (PMDB), além dos deputados federais Gorete Pereira (PR), Danilo Forte (PMDB) e Ariosto Holanda (PSB).

“O STJ conseguiu, em menos de dois anos, se tornar o primeiro tribunal no mundo a virtualizar todos os seus processos. E fez isso com o esforço dos ministros e dos servidores e técnicos do STJ. Inclusive o sistema que utilizamos para informatizar foi desenvolvido pelos servidores da Casa. E isso teve reconhecimento nacional e internacional”, destacou o homenageado.

Cesar Asfor afirmou ter tido uma grande dificuldade em fazer seu discurso de ontem, “emoções caríssimas me atropelam. A aposição da foto me enche a alma de alegria e estar nesta galeria é como fazer parte de uma constelação, posso dizer mesmo que é quase uma apoteose”, disse o ministro.

Os números referentes à atuação de Cesar Asfor também foram ressaltados. De maio de 1992 até agora, decidiu, como relator, mais de 146 mil processos. Sendo 140 mil no STJ, 4 mil no Tribunal Superior Eleitoral, 2.975 no Conselho Nacional de Justiça (CNJ)e 600 como vogal.

 Fonte: Diário do Nordeste