A Semana Mundial do Brincar é uma sensibilização da sociedade sobre a importância do brincar na infância. Todos os anos, acontece em torno da data de 28 de maio, consolidada em 1998 como o Dia Internacional do Brincar.
O direito de brincar além de reconhecido pela Constituição Federal de 1988, é previsto no Estatuto da Criança e do adolescente- ECA, em seu artigo 16, IV, onde cita: o direito à liberdade compreende os aspectos dentre eles: brincar, praticar esportes e divertir-se.O brincar é um mediador positivo para o desenvolvimento infantil e perpassa todas as fases de evolução saudável da criança, seja ela; motora, cognitiva, psicológica, social, afetiva e de linguagem. No brincar a criança expressa todas as suas emoções, sentimentos e pensamentos e é a partir dessa vivência que a criança passa a se organizar funcionalmente e mentalmente.

A essência da infância está nos momentos que a criança tem para a exploração: o faz de conta, a brincadeira e o jogo. Por isso, esse momento é fundamental para o desenvolvimento, um direito já previsto em lei  e tão importante quanto dormir e se alimentar. Nos momentos lúdicos, é possível aprender mais sobre as crianças do que se imagina: o que elas sabem como estão se sentindo e como reagem diante de um desafio. Esses são aspectos, na maioria das vezes, não verbalizados por elas. Nas brincadeiras, participa de jogos simbólicos, expressa suas necessidades, desenvolve resiliência e  ressignifica experiências.

É possível dizermos que o ato de brincar não depende da criança ter disponíveis para ela brinquedos sofisticados e/ou tecnológicos; a criança necessita apenas de um ambiente que desafie sua imaginação. Cabe aos pais e cuidadores, como elementos potenciais do ambiente, ofertar tempo, espaços e objetos pouco estruturados. Desse modo, a relação entre a brincadeira e desenvolvimento infantil deve ser comparada com a relação entre o estímulo e disponibilidade afetiva.

A criança precisa de tempo ocioso e espontaneidade para brincar. Um tempo para não fazer nada, para sonhar, imaginar e criar.

Ana Paula Brandão Souto, membro da Comissão Especial de Defesa dos Direitos das Crianças e do Adolescente da OAB-CE.