Os vice-presidentes do Conselho Federal e das Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) participaram de um encontro, nesta terça-feira (28), para debater sobre os resultados nacionais do 1º Estudo Demográfico da Advocacia Brasileira. A pesquisa foi apresentada no encontro conduzido pelo vice-presidente do CFOAB, Rafael Horn, durante a programação da 24ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, que contou com a participação da vice-presidente da OAB Ceará, Christiane Leitão.

Os números são uma prévia dos primeiros resultados nacionais do Estudo Demográfico da Advocacia Brasileira (PerfilAdv), que trazem aspectos sociodemográficos, anseios, dificuldades e outras características da profissão. O documento final está previsto para ser divulgado até o fim do ano.

Para Horn, “essa pesquisa é imprescindível para que os advogados possam criar políticas de ordem efetiva, que proporcionam melhorias para o nosso exercício profissional. É muito importante esse encontro, justamente para que possamos refletir e criar ferramentas para a melhoria da advocacia em nosso país”.

Os dados mostram que 52% dos 1,37 milhão de inscritos na Ordem têm menos de 10 anos de carreira. 53,58% atuam exclusivamente no interior ou se dividem entre essas regiões e as capitais, e a maioria recebe menos de cinco salários mínimos por mês, o equivalente a R$ 6,6 mil. A pesquisa apontou ainda que apenas 4,93% dos advogados ganham mais de 20 salários mínimos – piso remuneratório aproximado do Ministério Público e da magistratura.

“Com estes dados em mãos podemos identificar dificuldades, peculiaridades e regionalidades do exercício profissional da advocacia e desenvolver estratégias para ações ainda mais assertivas e focadas em nossas principais bandeiras, como a defesa das prerrogativas, o respeito aos honorários justos, a interiorização e a paridade de gênero”, ressaltou a vice-presidente da OAB-CE.