A Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE), por meio da Comissão de Estudo e Pesquisa em Direito (CEPD), em parceria com a Escola Superior de Advocacia do Ceará (ESA-CE), realizou, na última segunda-feira, 29, a palestra “Inteligência Artificial, Direito e Pesquisa Jurídica”. O evento ocorreu no auditório Hugo de Brito Machado, na sede da seccional, reunindo advogados, acadêmicos, bacharéis e pesquisadores.

A programação abordou aplicações práticas, oportunidades, desafios éticos e as perspectivas para o futuro da pesquisa jurídica com o auxílio de ferramentas inteligentes, fomentando reflexões sobre o impacto da tecnologia no cotidiano da advocacia.

Para o presidente da ESA-CE, Raphael Castelo Branco, a pauta é indispensável para compreender o cenário atual da profissão. “A inteligência artificial já não é mais um tema distante, mas uma realidade que transforma a forma de estudar e praticar o Direito. Debates como este permitem que a advocacia esteja preparada para os novos desafios e, ao mesmo tempo, saiba como utilizar essas ferramentas de maneira ética, responsável e estratégica”, afirmou.

A presidente da CEPD, Caroline Santos, destacou o caráter formativo da iniciativa. “Foi um momento de grande aprendizado e troca entre ouvintes e membros da Comissão, que reforçou o compromisso da CEPD em fomentar debates inovadores. Refletimos juntos sobre o papel da inteligência artificial como agente transformador da prática e da pesquisa no Direito, sobretudo pelo potencial de identificar padrões jurisprudenciais que antes demandavam muito mais tempo e esforço”, pontuou.

A palestrante Elizabeth Coelho, procuradora do Conselho Regional de Contabilidade do Ceará e professora universitária, ressaltou a necessidade de responsabilidade no uso das novas tecnologias. “Precisamos manter a mente aberta, mas com consciência crítica. A inteligência artificial pode trazer benefícios imensos, como otimização de pesquisas e facilitação do acesso à informação, mas também levanta preocupações éticas e riscos relacionados à proteção de dados. Nosso desafio é encontrar o equilíbrio, refletindo sobre os prós e contras e assegurando que o uso dessas ferramentas esteja a serviço da justiça e da sociedade”, explicou.

Também esteve presente a vice-presidente da CEPD, Michele Teles, que acompanhou a realização do evento.