Pense naquele dia em que tudo dá errado, tipo uma manhã no Detran sem despachante. Agora imagine uma manhã tinindo de boa, palavras que fazem bem ao espírito, pessoas que você gosta de ver; tudo isso numa sexta-feira de sol. Pois bem, foi assim a solenidade de 83 anos do nosso jornal, O POVO.

 

Dos corredores já dava para sentir a determinação ante os desafios, embarcados na fidelidade à tradição, vindos do punho daquela mulher que martelava no ar sua convicção, feito Octávio Augusto, herdeiro de Roma. Teria ela dito, com os trejeitos legitimados no DNA de Demócrito: “O POVO é uma casa de ousadias e alegrias”. “É a cumplicidade com o leitor”, completaria Valdetário, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil secção Ceará.

 

Foi bom demais! Vânia me colocou em dia seus projetos com os índios; Ferrúccio sorriu-me como quem garante a Copa de 2014; Baltazar fez piadas velhas com minhas muletas novas; Nelson disse-me de seus planos com os jovens na Secretaria de Desenvolvimento Agrário e perguntou-me sobre o Pirambu Digital; abracei Ubiratan, Judicael, Bosco e Marcelino; conheci a Manoella; convidei o Plínio, o Élcio e o Jocélio para uma festa lá em casa.

 

Reverenciei o mestre Bonavides, meu aluno de informática por um dia (está no meu curriculum vtae); tentei, sem sucesso, ser reconhecido pela Adísia (mas valeu só ter visto a “Dama das Letras”). Estava radiante, como todos! Myrson, então, me intimou para uma carona amiga.

 

Antes de partir, cumprimentei a anfitriã. Nosso abraço demorou mais do que nossas palavras! Não precisei dizer-lhe de Demócrito, que sempre nos recebia com um abração por cima do ombro, e nos conquistava com seu sorriso abastado em recorrentes sonhos, coloridos com a ousadia de sua inventiva, tal qual a filha, estonteante em sua manhã festiva.

 

Não precisei dizer-lhe: “Imagine o Ceará sem O POVO”. Todos o disseram naquela manhã.

 

Mauro Oliveira – PhD em Informática e presidente do Conselho Administrativo do Pirambu Digital