A OAB-CE, por meio da Comissão de Direito Digital, Inovação, Inteligência Artificial e Startups, em parceria com o Laboratório de Inovação da Advocacia Digital (LIAD) e a Escola Superior de Advocacia do Ceará (ESA-CE), realizou, na última sexta-feira (9/10), o curso “Uso do Gemini para Escritórios de Advocacia”. A capacitação apresentou aplicações práticas da inteligência artificial para otimizar tarefas da rotina jurídica, com foco na integração do Google Gemini ao Google Workspace.
Durante o curso, os participantes conheceram recursos para organizar informações, otimizar processos e ampliar a produtividade nos escritórios e departamentos jurídicos, considerando também os cuidados necessários para o uso seguro dessas ferramentas.
A formação foi ministrada por Herica Castro, estudante de Direito na Universidade Federal do Ceará (UFC), membro consultivo da Comissão de Direito Digital, Inovação, Inteligência Artificial e Startups da OAB-CE e Embaixadora Estudantil do Google em 2026. A palestrante possui estudos nas áreas de regulação da inteligência artificial, proteção de dados e Direito Digital, cursa formação técnica em Inteligência Artificial pelo Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) e tem experiência anterior no setor jurídico de uma startup.
A programação incluiu um momento hands-on, com atividades práticas sobre o ecossistema Google Workspace e suas aplicações na rotina jurídica. Os participantes exploraram o uso de ferramentas como Drive, Docs, Gmail e Agenda na organização dos fluxos de trabalho, além de conhecerem funcionalidades do Google Gemini, diferenças entre versões da ferramenta e técnicas para elaborar comandos (prompts) mais eficientes.
O curso também abordou a integração entre o Google Gemini e o Google Workspace, demonstrando possibilidades de aplicação da inteligência artificial para otimizar tarefas cotidianas, melhorar a produtividade e contribuir para a segurança das informações no ambiente profissional.
A presidente da Comissão, Fernanda Cabral, destacou a importância de preparar a advocacia para as transformações tecnológicas e para o uso consciente das ferramentas de inteligência artificial. “A inteligência artificial já oferece possibilidades concretas para otimizar a rotina jurídica, mas é fundamental que a advocacia saiba utilizar esses recursos de forma estratégica, crítica e responsável. Capacitações como essa aproximam os profissionais das novas tecnologias e contribuem para uma prática jurídica mais eficiente e segura”, ressaltou.