O diretor adjunto de prerrogativas da OAB Ceará, Márcio Vitor de Albuquerque, representará a Ordem Alencarina, como assistente de acusação, no júri oficial do caso brutal da advogada Danielle Ximenes. O caso, que teve apelo popular, aconteceu há mais de 10 anos, no dia 22 de junho de 2012 e será julgado na próxima segunda-feira (06/11), às 13h30h, no Fórum Clóvis Beviláqua.
Albuquerque destacou sobre a importância do julgamento que se aproxima. “Iremos participar do júri ao lado do Ministério Público e a Ordem está habilitada como assistente da acusação. Nossa intenção é justamente que seja feita a justiça, pois esse caso ocorreu há mais de 10 anos e a advogada Danielle Ximenes foi assassinada de forma brutal em pleno exercício de sua profissão, sem nenhuma chance de defesa. No caso, temos dois acusados, um é o executor que está preso em outro estado e a suposta mandante é inclusive uma pessoa que já foi dos quadros da Polícia Civil do estado do Ceará”, explicou.
O presidente da Comissão de Direito Penitenciário da OAB Ceará, acrescentou que a participação da Ordem no julgamento é fundamental para garantir a justiça. “Nos faremos presente no Tribunal do Júri, onde realizaremos uma sustentação oral para que seja feita a plena justiça. Esse foi um caso que gerou uma grande repercussão perante a sociedade, principalmente perante a advocacia cearense. Então nós esperamos que o júri de fato reconheça que houve a prática de homicídio qualificado e que esses réus peguem a pena máxima”, defendeu Márcio Vitor de Albuquerque.
ENTENDA O CASO
O assassinato da advogada Maria Danielle Ximenes, aconteceu pela manhã do dia 22 de junho de 2012, onde estava em atendimento dentro de um escritório na Cidade dos Funcionários, quando foi surpreendida por Carlos Cley Rebouças Rocha, que efetuou três disparos: em sua mão, no peito e no ombro. Mesmo ferida, a vítima chegou a anotar o nome de Carlos em um papel antes de falecer.
As investigações policiais apontaram que o crime foi encomendado pela escrivã Regina Lúcia, que considerava que Danielle a atrapalhava em processos que movia contra um homem que tinha se relacionado, por partilha de bens. Havia várias ações judiciais em que a escrivã requeria bens do ex-companheiro, com quem afirmava ter vivido maritalmente e que era representado pela advogada.
ATUAÇÃO DA OAB-CE
Diante da fatalidade, a seccional cearense, além de acompanhar todas as trativas do caso e os processos de investigação de perto, pleiteou ações que visassem defender a advogada e a busca pela plena realização da justiça, como a solicitação à Polícia Civil para nomeação de quatro delegados para investigar a morte de Danielle, e a publicação de uma nota de solicitação de apoio para localizar o acusado Carlos Cley Rebouças Rocha, que em 2019, foi detido no estado de Amazonas.