
O documento é datado do dia 30 de agosto do ano passado e assinado pelo delegado geral da Polícia Civil do Estado, Luiz Carlos de Araújo Dantas. O texto recomenda aos delegados, escrivães, inspetores e demais servidores de cada delegacia que “dispense ao advogado, no exercício da profissão, tratamento compatível com a dignidade da advocacia e condições adequadas ao seu desempenho”.
Atendimento
O presidente da OAB/Ceará, Valdetário Monteiro, explica que a entidade tem acompanhado o grave problema da superlotação de presos nas delegacias, por conta da falta de vagas no Sistema Penitenciário cearense. O fato também prejudica o trabalho dos advogados. Nas delegacias não há espaço suficiente para que que haja uma sala destinada especificamente à realização de entrevista entre o preso e seu representante jurídico. Esta é a situação que a OAB tenta sanar junto com a instituição policial.
“Esse atendimento não pode ser feito nos corredores das delegacias, como vem sendo feito. É preciso que haja um tratamento digno para os presos e condições ideais para que o advogado possa entrevistar seu cliente. Temos recebido muitas reclamações dos advogados”, afirma.
Monteiro explica, ainda que, esse tratamento precisa ser melhorado. Ele cita o artigo segundo da portaria do delegado geral que diz, “À autoridade policial que disponibilize, observando-se as regras de segurança, local apropriado para o advogado se entrevistar com o cliente preso, bem como autorize seu acesso aos autos de inquéritos policiais e demais procedimentos, podendo copiar peças e tomar apontamentos, nos limites da Lei”.
Fonte: Diário do Nordeste