Oficiais de justiçaA Ordem dos Advogados do Ceará – Secção do Ceará requereu por meio de ofício informações ao Sindicato dos Oficiais de Justiça do Ceará sobre a greve da categoria que já dura dois meses. As informações servirão de base a Pedido de Providências ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Procuradoria Regional do Trabalho (PRT) para intervenção com mediação da OAB-CE para o fim da greve.

Em assembléia realizada na última quinta-feira (foto), os oficiais de justiça decidiram manter a paralisação. Com isso, eles estão cumprindo apenas os mandados classificados como de urgência, que são os relacionados a procedimentos médico-hospitalares, risco de morte, feitos contra a Fazenda Pública, Lei Maria da Penha, busca e apreensão de menores e separação de corpos, execução de alimentos, ações que atingem o perecimento de direito, Habeas Corpus, Alvará de Soltura e os referentes a réus presos.

Os que não se enquadram como urgentes estão sendo devolvidos mediante certidão padrão. Com a greve, já chega a 100 mil o número de mandados que estão se acumulando no Fórum de Fortaleza e em torno de 50 mil no interior. Entre as principais reivindicações da categoria estão a melhoria das condições de trabalho, valorização profissional e cumprimento de direitos dos servidores.