A Comissão da Mulher Advogada (CMA) da OAB-CE realizou, no dia 4 de maio, uma reunião ordinária para discutir o andamento de projetos e inciativas para advocacia feminina. No encontro, também foi realizada uma homenagem a Raquel Andrade pelos serviços prestados como membro da CMA e presidente da Comissão da Promoção de Igualdade Racial da OAB. À advogada foi entregue uma placa de honra, acompanhada de palavras elogiosas das colegas de Comissão. Andrade se encontra no processo de desligamento da Ordem para assumir o cargo de Secretária Executiva de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, no governo do Estado.
Presente na solenidade, a presidente da CMA, Christiane Leitão, se disse realizada com a nomeação e exaltou o trabalho realizado pela advogada ao longo de seus anos de OAB. “É uma notícia maravilhosa. Dra. Raquel é uma profissional atenta às demandas femininas e se preocupa com o que pode ser melhorado na nossa realidade. Fico extremamente feliz que o trabalho em prol das mulheres será continuado no governo do estado”, relatou a vice-presidente da OAB-CE.
A homenageada agradeceu ao suporte das colegas de comissão e afirmou estar saindo do Sistema com a sensação de dever cumprido. “Sempre tive apoio e carinho das colegas da Comissão e da querida amiga e presidenta Christiane Leitão. Na CMA estão reunidas grandes lideranças femininas e me orgulho de caminhar ao lado delas. Receber esta homenagem e deixar momentaneamente a Ordem para assumir um cargo tão relevante para a sociedade é emocionante e simbólico para mim. Tenho a sensação de que usei todas as minhas forças para que a nossa Casa seja um espaço justo e digno para mulheres e pessoas negras”, afirmou a presidente da COPIR da seccional cearense.
A advogada também reforçou que pretende utilizar a experiência adquirida na Ordem, nas demandas do Estado, para que este se torne referência nas pautas feministas e antirracistas. “Sou uma mulher negra, da periferia, estudei Direito por meio do Sistema de Cotas e a trajetória na OAB foi muito importante para ingressar em espaços institucionais que nunca foram ocupados por pessoas como eu. Sempre tive isso em mente: abrir caminho para as próximas que virão. Para que elas sejam menos atingidas pelo racismo e classismo nas instituições do que eu fui. Para que esses espaços possam ser ocupados com dignidade. Usarei essa experiência no Estado, com toda certeza”, salientou Andrade.
Além da homenagem, na reunião foram estabelecidos prazos da Comissão, além da idealização de eventos e campanhas em homenagem às mulheres advogadas, como o “Agosto Lilás”, voltada ao enfrentamento à violência contra a mulher.