Na última sexta-feira, 24, o Tribunal de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia (TDP), em sessão ordinária, deliberou acerca de dois Pedidos de Desagravo Público, dentre eles, o da advogada Erinalda Cavalcante Scarcela, recentemente contratada para defender os direitos de uma médica da Cooperativa de Atendimento Pré-Hospitalar (COAPH).

Isso porque, no dia da eleição do Conselho Fiscal da citada cooperativa, a se realizar por meio de assembleia geral convocada para tal fim, a advogada restou agredida física e emocionalmente, quando teve sua palavra injustamente cassada, bem como foi retirada da assembleia por seguranças, que a arrastaram pelo braço e a mantiveram fora do recinto, contra sua vontade.

Com efeito, a advogada que estava munida de instrumento procuratório, restou impedida de exercer seu trabalho, tendo sido exposta à situação vexatória e ilegal pelos diretores da COAPH.

Após muito lutar para retornar à assembleia, a advogada somente teve seu acesso permitido, após a chegada de um representante do Centro de Apoio ao Advogado e membro do TDP/OAB/CE, sendo que a Diretoria da COAPH insistiu no tratamento desrespeitoso em face da causídica, que chegou a ser vaiada por instigação dos diretores cooperados que presidiam o ato.

Ademais, lesionada nos braços, pela força da agressão sofrida, a advogada registrou o competente Boletim de Ocorrência, tendo se submetido a exame de corpo de delito.

Diante disso, o TDP decidiu, dentre outras providências deliberadas em sessão anterior, pelo unânime provimento do Pedido de Desagravo Público, decisão essa que será submetida à apreciação do Conselho Seccional da OAB-CE.